Os índios ARACHÁS


Não existem estudos arqueológicos sobre a população nativa que primeiro habitou o Sertão dos Araxás. Esta denominação, extremamente significativa, que se dava à nossa região, consta nos primeiros títulos de terras (Sesmarias) que foram concedidos aqui pela Capitania de Goiás. As primeiras referências documentais sobre os índios arachás datam do último quarto do século XVII (1688) e se encontram nos relatórios de algumas expedições que cruzavam esta região, a procura de ouro em Goiás. As referências posteriores estão relacionadas com as expedições enviadas pelo governo da Capitania de Minas Gerais para sua destruição. Tentando ilustrar de alguma forma este importante capítulo de nossa história, a tradição oral registrou a destruição dos arachás através da “Lenda de Catuíra” que, a seguir resumimos:

Diz a lenda que os arachás foram destruídos em conseqüência da traição de um de seus guerreiros, Iboapi, que estava apaixonado por Catuíra, filha do cacique Andaia-Aru. Entretanto, Andaia-Aru entregou Catuíra em casamento para outro guerreiro, Maú como prêmio, após uma luta vitoriosa. Iboapi, revoltado, procurou a expedição de Ignácio Corrêa Pamplona, indicando-lhe o caminho e a localização da aldeia. Durante as comemorações do casamento de Catuíra e Maú, os soldados de Pamplona atacaram a aldeia destruindo-a totalmente e assassinando a maioria de seus habitantes. Somente escaparam uns poucos, entre eles Maú, Catuíra e o próprio cacique Andaia-Aru, que foi preso, porém, liberado mais tarde em respeito a sua bravura. Diz ainda a lenda que Iboapi se incorporou à expedição de Pamplona e com ele seguiu até Vila Rica, onde morreu cheio de remorso pela traição cometida.


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